Edson Fregni  

Edson Fregni

A revista inglesa, The Economist, de 25 de junho de 2016, em sua matéria de capa trata da evolução das técnicas de Inteligência Artificial (IA) sob o título “O que a história nos diz sobre o futuro da inteligência artificial - e como a sociedade deveria responder”. Seu trecho inicial, o artigo afirma:

“Depois de muitas falsas partidas, IA tem feito progressos extraordinários nos últimos anos, graças a uma técnica versátil chamado de ‘aprendizagem profunda’. Dadas suficiente informações, as grandes (ou ‘profundas’) redes neurais, modeladas pela arquitetura do cérebro humano, podem ser treinadas para fazer todo tipo de coisas. Elas potenciam o motor de busca do Google, a marcação automática de fotos do Facebook , o assistente de voz da Apple, as recomendações de compras da Amazon e os carros auto-dirigíveis da Tesla.”

Imagine um curso sobre educação a distância em que no início da primeira aula o professor divide a sala em pequenos grupos e faz a seguinte pergunta:

“Em que situação aulas online são melhores que aulas presenciais?”

Na Parte 1 deste texto eu argumentava que nestes tempos de crise as corporações necessitarão de treinamento de qualidade comprovada a custos menores.  Entendendo que um programa de treinamento tem boa qualidade se cumpre seus objetivos, se habilita os alunos a realizar as tarefas para as quais o programa se propunha capacitá-los.

 

 

Nestes tempos de difíceis, as empresas de treinamento enfrentam uma nova realidade em seus clientes corporativos. Necessidades e possibilidades estão mudando rapidamente. E a empresa de treinamento deve procurar entender melhor essas mudanças.

Em uma reportagem de 17 de abril de 2016, publicada pelo jornal inglês The Guardian, o professor Laurence Brockliss, historiador da Universidade de Oxford, autor de um importante livro sobre a história de sua universidade, afirmou que acredita que Oxford e outras instituições similares deveriam oferecer cursos pela internet para alunos de graduação ou correriam riscos de serem tornadas "redundantes" nos próximos 15 anos pelos cursos virtuais. Ele conclui afirmando que é apenas “uma questão de tempo" antes que o impacto da tecnologia digital comece a transformar definitivamente a maneira como funciona o ensino superior.

  

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